Pectus Excavatum

 
É uma anomalia congênita do tórax e osso esterno caracterizada por uma depressão do esterno e costelas na frente do tórax. O grau de severidade varia muito. A deformidade é conhecida entre os leigos como "peito de sapateiro", "peito escavado", "tórax escavado", entre outros.

A deformidade é freqüentemente considerada de maneira incorreta pelos médicos mais como um problema estético do que funcional, mas recentemente estudos têm mostrado casos nos quais a deformidade prejudica funções cardíacas e respiratórias. Pacientes não tratados, especialmente jovens, experimentam efeitos psicológico-sociais negativos através de suas vidas, evitando atividades nas quais não se usa camisa.

A condição geralmente se acentua durante o rápido crescimento dos ossos nos primeiros anos da adolescência.

Muitos pacientes procuram tratamento cirúrgico devido à aparencia do tórax.

O "defeito" pode ser percebido ao nascimento, porém sua evolução é variável, podendo acentuar-se na adolescência devido ao rápido crescimento dos ossos e cartilagens na puberdade - o "estirão".

A grande maioria dos pacientes são assintomáticos. Alguns queixam-se de sintomas vagos, muitos deles subjetivos, como por exemplo dor no peito, taquicardia (palpitações), falta de ar, cansaço fácil, além de má postura ou impressão de "queda do ombro". Sintomas de ordem psicológica estão freqüentemente associados a essa deformidade da parede torácica, incluindo introversão (timidez), complexo de inferioridade, provocando nos jovens a fuga do convívio social, vergonha de expor o tórax (tirar a camisa na piscina ou praia) etc.

O diagnóstico é clínico, baseado na observação e no exame físico. Pode ser complementado com radiografia de tórax (Rx) e tomografia computadorizada.

Há três modalidades de tratamento:

Fisioterápico : Traz benefícios para correção do défict postural, porém não existe melhora no defeito da parede torácica.

Ortopédico: Existe um aparelho denominado de "compressor dinâmico do tórax" o qual comprime o osso esterno, útil apenas no pectus carinatum . Possui desvantagens como: uso diário prolongado (praticamente 24 horas por dia), incômodo para dormir, desconforto respiratório e poucos resultados satisfatórios.

Cirúrgico: A indicação da cirurgia está baseada principalmente nas alterações estéticas e psicológicas de cada paciente, porém alguns distúrbios como sensação de falta de fôlego aos esforços podem melhorar após a correção cirúrgica. Recomenda-se operar apenas a partir dos 10 anos de idade.

As opções cirúrgicas mais empregadas atualmente são:

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Técnica convencional
(ressecção das cartilagens costais bilateralmente e elevação do osso esterno)

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Técnica minimamente invasiva
(barra de Nuss - apenas para o pectus excavatum )

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E o uso de próteses de silicone para preenchimento da deformidade.

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